quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Especialistas criticam politização do apagão


fonte: yahoo.com.br - Qua, 11 Nov, 05h51

O embate político que está sendo travado pela oposição e governo em torno do apagão é um sinal de que o debate eleitoral que já permeia o cenário sucessório de 2010 precisa ser mais qualificado. Para o cientista político Humberto Dantas, é preciso que as discussões deixem de se pautar apenas em tiroteios, críticas e ataques mútuos sobre eventos ocorridos. Já para o cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, o uso político do blecaute pela oposição é um sinal de que o PSDB, principal adversário político do PT, ainda não encontrou um discurso capaz de polarizar com o governo Lula.

"Eu creio que questões como o blecaute de ontem, que trouxe transtornos e problemas a milhões de brasileiros de diversos Estados do País, não deveriam ser usadas apenas como instrumento de ataque político. Precisamos elevar o debate eleitoral, debater ideias e propostas que mudem a cara do Brasil, e não continuar na mesmice de um debate empobrecido, sem perspectivas práticas", avalia Humberto Dantas, conselheiro do Movimento Voto Consciente.

A falta de robustez e qualificação no debate político-eleitoral também é criticada por Marco Antônio Carvalho Teixeira, pesquisador da PUC e da FGV de São Paulo. "A oposição, sobretudo o PSDB, ainda não conseguiu polarizar com o governo Lula em termos de propostas e projetos para o País, por isso fica pegando carona em eventos, como o apagão." O cientista concorda que é fundamental discutir essa questão, mas não simplesmente como tema de manobra política. "Infelizmente não se está discutindo no País soluções e saídas para os problemas, mesmo que o objetivo seja desqualificar um adversário (político)", reitera.

Independentemente da falta de conteúdo em determinados embates eleitorais, Carvalho Teixeira acredita que o governo do presidente Lula está levando vantagem nas discussões do campo político. "Se para 2009 os analistas previam um cenário ruim e a economia melhorou, provavelmente iremos chegar às vésperas das eleições 2010 com excelentes indicadores econômicos", diz o pesquisador. "Vale lembrar que a despeito das discussões políticas e ideológicas, a grande massa de eleitores acaba votando mais com 'o bolso'. Ou seja, se um governo está propiciando comida na mesa e dinheiro no bolso, a tendência é de continuidade."



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domingo, 1 de novembro de 2009

Lula vence Obama

fonte: R7.com - publicado em 03/10/2009 às 13h35: 

Na corrida por 2016, Lula levou a melhor sobre Obama.
                                        


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cai o número de leitores de jornal no Brasil e a Folha de S.Paulo é um dos mais afetados

Fonte: R7.com - publicado em 23/10/2009 às 21h50:

Dados mostram que o número de leitores dos jornais no país tem despencado. A Folha de S.Paulo é um dos mais prejudicados.
                                         

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A virtude pedagógica da Confecom - por Altamiro Borges



Apesar das escaramuças e rasteiras, a convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) já pode ser considerada uma grande vitória. Num curto espaço de tempo, milhares de brasileiros estão se envolvendo no debate estratégico sobre o papel da mídia na atualidade. Na semana passada, segundo balanço parcial, ocorreram mais de 60 etapas municipais, conferências livres da juventude, encontros sindicais e outros eventos para discutir o temário da Confecom. O saldo pedagógico deste rico processo, agregando milhares de pessoas, é incalculável.

Diagnóstico e propostas concretas
No conjunto, estas iniciativas cumprem dois objetivos básicos. Em primeiro lugar, elas colocam no banco de réus a mídia hegemônica, altamente concentrada e perigosamente manipuladora. Em todos estes eventos, os participantes criticam a crescente monopolização do setor, sua conduta de criminalização das lutas sociais – o alvo do momento é o MST –, as deformações dos valores humanistas e civilizatórios, a sua postura golpista. Como os barões da mídia se recusam a tratar de seus defeitos e nem sequer divulgam a Confecom, é a sociedade que escancara os seus podres.

O segundo mérito é que, além de fazer o diagnóstico do setor, os presentes também apresentam propostas para democratizar os meios de comunicação. Alguns consensos vão se forjando nestes debates: 1) novo marco regulatório, que coíba a concentração do setor e garanta a diversidade informativa; 2) revisão dos critérios de concessão pública para as emissores privadas de rádio e TV; 3) fortalecimento da rede pública de comunicação; 4) fim da criminalização da radiodifusão comunitária; 5) política pública de inclusão digital, garantindo “banda larga para todos”; 6) revisão dos critérios da publicidade oficial, incentivando a pluralidade; 7) medidas de estimulo à participação popular e ao controle social, com a criação dos conselhos de comunicação.

Cai a máscara dos barões da mídia
Os latifundiários da mídia fizeram de tudo para sabotar o debate democrático na sociedade sobre os meios de comunicação. Eles impediram a regulamentação dos dispositivos da Constituição de 1988; abortaram todas as iniciativas democratizantes do setor; chantagearam e enquadraram os poderes públicos; desqualificaram os críticos da monopolização e da manipulação midiática, apresentando-os como partidários da censura; contiveram ao máximo a convocação da Confecom.

Quando o governo Lula finalmente decidiu convocar a conferência, eles tentaram sabotá-la. Num gesto desesperado, seis das oito entidades empresariais abandonaram a comissão organizadora do evento. Com isso, os barões da mídia demonstraram que não têm qualquer compromisso com a democracia; que o discurso da “liberdade de expressão” é pura retórica; que eles não defendem a “liberdade de imprensa”, mas sim a “liberdade dos monopólios”. Esta conduta autoritária pode representar um tiro no pé. No esforço pedagógico da Confecom, cai a máscara dos barões da mídia.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e organizador do livro “Para entender e combater a Alca” (Editora Anita Garibaldi, 2002).

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

CONFECOM - 2010

Conferência de Comunicação: as 7 propostas das centrais sindicais
 

Dezenas de jornalistas, assessores de imprensa e sindicalistas participaram nesta quarta-feira (21), na sede da UGT, em São Paulo, do Seminário Nacional de Comunicação das Centrais Sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST). O evento formalizou uma pauta unificada, dos trabalhadores para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 a 17 de dezembro, em Brasília.

Participaram dos debates cerca de 40 sindicalistas, além de entidades ligadas à democratização da mídia. O principal fruto do seminário foi um acordo de ação conjunta. Na Confecom, todas as centrais vão defender uma mesma agenda de lutas, com sete propostas:

  1. Fortalecer a rede pública de comunicação;
  2. Estabelecer um novo marco regulatório para o setor;
  3. Fortalecer as rádios e TVs comunitárias e combater a repressão do Estado a essas mídias;
  4. Ampliar e massificar a inclusão digital, com banda larga para todos;
  5. Fixar novos critérios para a publicidade oficial;
  6. Elaborar novas formas de concessão pública;
  7. Exercer controle social.

Antes das exposições, o jornalista Altamiro Borges, o Miro, editor do Vermelho e autor do livro A Ditadura da Mídia, fez uma breve intervenção sobre o panorama atual do mundo das comunicações. Convidado pelas centrais, Miro enalteceu a relevância da Confecom. ?Pela primeira vez se debate comunicação no Brasil, e essa é nossa primeira vitória?, declarou. ?Basta dizer que a Saúde já realizou 13 conferências, e numa delas nasceu o Sistema Único de Saúde.?

Para Eduardo Navarro, secretário nacional de Comunicação da CTB, é necessário que o movimento sindical construa propostas comuns que efetivamente sirvam para a democratização da comunicação. Navarro também disse desejar que o evento seja reproduzido em todos os estados. ?A conferência é um fórum privilegiado para as centrais atuarem em conjunto, levando bandeiras que ampliem os espaços de participação da sociedade nos meios de comunicação?.

Já Sebastião Soares, da NCST, destacou a unidade consolidada entre as centrais nos últimos anos. ?O sindicalismo tem marchado unido em questões importantes como salário mínimo, jornada de 40 horas, redução dos juros e fim do fator previdenciário. Essa unidade é imprescindível agora na definição de um tema tão estratégico quanto a comunicação?, afirmou. Segundo ele, ?o avanço da democracia exige a democratização da comunicação, que hoje atende apenas os interesses do grande capital?.

Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT, fez um histórico das ações do movimento social, argumentando ? como Miro ? que a própria realização da Confecom já é uma conquista. Por outro lado, a sindicalista condenou a postura dos empresários diante desse debate: ?Eles querem fazer uma conferência que atenda apenas a seus interesses empresariais. É covardia a ameaça dos patrões da mídia de não participar da conferência?.

Da Redação, com agências e centrais sindicais


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